8 de mar de 2009

Comunicação de massas - 1

Um século atrás, os meios de comunicação em nossos país se resumiam basicamente, quando falamos da formação de opinião pública, aos jornais impressos.

Tempo bom... Eram pequenas e médias empresas, marcadas cada uma por algum tipo de compromisso ético profissional. Muitos desses periódicos pertenciam à jornalistas.

Em 1913, por exemplo, quando estourou uma greve geral em São Paulo, cada jornal se posicionou claramente sobre a revolta, de forma integra e aberta: Liberais, Conservadores, Democratas, Socialistas, Anarquistas... Ou apenas críticos... revolucionários e reacionários... cada um proferiu palavras de acordo com o grupo de pessoas que compunham sua equipe editorial. Tempo bom...

Hoje, os jornais, bem como os demais meios de comunicação de massas não estão mais nas mãos de uma classe média intelectualizada. Já se foi o tempo dos profissionais liberais que influenciavam nossas cidades. Hoje, todo o aparato tecnológico da comunicação pertence às grandes empresas do setor, que por sua vez são sub-empresas dos grandes conglomerados capitalistas.

Fazem parte do capital monopolista, contra qual é muito difícil se contrapor. Por chavão vos digo: é a elite econômica quem domina o noticiário. Escolhe fato e versão. Promove a polêmica que deseja, ao seu bel prazer.

E nós já estamos grisalhos de saber que a burguesia nacional ama, mais do que tudo, do fundo do coração, a burguesia internacional. Os ricos do Brasil adoram wall street. Sonham em serem aceitos e respeitados no grande banquete da globalização do capital. E... da mesma forma, a globo, a folha de são Paulo e a veja acreditam, e concordam, acima de tudo..., com as agências de notíciais do grande capital, como a CNN, a Reuters e a BBC de Londres.

Sentados num velho sofá, o seu Francisco, a dona Maria e o Joãozinho, recebendo, todos os dias, as imagens e fatos escolhidos pelo alto comando das grandes empresas internacionais. Seja a guerra, o golpe, a fome, a luta... Uma só forma de pensar as coisas da vida... O Deus mercado, o rei capital, a mãe estado... Sinistro.

A internet, enfim, nos trouxe uma migalha desse bolo. E aqui estamos todos... escrevendo, criticando... Mas sabemos quem tem a estrutura real para gerar e transmitir as informações, com helicópteros e escritórios, antenas e satélites... alem de exércitos de técnicos desfigurados... Uma pena.

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